Diante do novo cenário do varejo, você, lojista, precisa atualizar-se com urgência para permanecer no jogo. Só assim continuará lucrando e atraindo clientes para a sua loja.
Todos os setores econômicos foram afetados pela pandemia, mas nenhum foi tão abalado quanto o varejo. Mudaram o comportamento e as expectativas do consumidor, do colaborador, do fornecedor, do investidor e dos lojistas.
Mesmo para grandes varejistas, o cenário tem sido desafiador. Redes como Tok Stok, Magazine Luíza, Lojas Americanas e outras foram abaladas pelas mudanças pós-pandemia e precisaram repensar os seus modelos de negócio, planos de expansão e formatos de atendimento.
O “manual do varejista do futuro”, divulgado pela McKinsey, revela que não nos comunicamos mais da mesma forma, que o modo de comprar mudou e que não temos mais paciência como antes. Todos os stakeholders da cadeia do varejo estão muito mais exigentes.
Hoje, vivenciamos no Brasil o mundo BANI, conceito criado pelo antropólogo norte-americano Jamais Cascio, cuja sigla em inglês significa:
– Brittle (frágil) – o mundo é frágil, nenhuma estrutura é inabalável;
– Anxious (ansioso) – incertezas e falta de previsibilidade geram ansiedade;
– Nonlinearity (não linear) – impossível planejar a longo prazo sem flexibilizar, pois tudo muda rápido;
– Incomprehensibility (incompreensível) – excesso e rapidez de acontecimentos e informações geram incompreensão.
Os principais impactos do mundo BANI para a Loja do Futuro são os seguintes:
Consumidor – Não existem barreiras para o consumo. O cliente compra como, quando e onde desejar. O mundo está conectado e sua loja também precisa estar. O consumidor conhece o produto no meio digital, experimenta e se conecta com a marca no espaço físico e fecha a compra em uma rede social. Por isso, a sua loja deve ser omnichannel. Imperam o imediatismo e o senso de urgência. A percepção de valor é medida segundo o envolvimento da marca em ações sociais, de sustentabilidade e diversidade. Metade dos consumidores da geração Z prefere consumir marcas que possuem esforços em ESG.
O negócio – Seus funcionários não desejam passar oito horas do dia e seis dias da semana na loja. Querem flexibilidade. O lojista precisa se adaptar e entender os objetivos pessoais dos seus colaboradores, tendo em mente que funcionário feliz gera vendas e garante a satisfação do seu cliente. O seu espaço não é apenas um local de vendas. Sua marca precisa fazer parte da vida do cliente. É preciso criar um ecossistema de soluções relacionadas ao seu negócio. É necessário incluir e entregar serviços, experiências, inspiração, conselhos e conteúdo. As lojas físicas são essenciais para estabelecer a conexão emocional com o cliente, tornando-se pontos de referência e encontro dos seus fãs/clientes, além de palco de experimentações e de eventos, refletindo o estilo da marca.
O manual do varejista do futuro, da McKinsey, inclui outras ações para que o seu negócio se prepare para os próximos anos. Mas, destaco que o mais importante é estar atento às rápidas mudanças e ser flexível para agir ou mudar a direção quando necessário.