Costuma-se repetir a máxima que “no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval”. Nada mais falso. Embora este período, marcado pelas altas temperaturas do verão brasileiro, seja um convite ao ócio, ao contrário da velha máxima – e falsa, repito – a roda da economia continua a girar, sendo impulsionada pelo turismo e pelas férias escolares, particularmente nesta época, e, principalmente, nas cidades que se destacam por suas belezas naturais e pelo seu calendário festivo, como o Rio de Janeiro.
Tudo isso para lembrar que o comércio, que nunca para, é um pilar de sustentação da economia e das cidades, pela sua capacidade de geração de empregos, renda e riqueza, e, também, pelo que representa para a sociedade, já que sua vitalidade é um importante indicativo da qualidade de vida dos locais onde está inserido.
Com essa perspectiva, podemos afirmar que o início do ano é um período pleno de oportunidades para o comércio do Rio, tendo no Carnaval o seu melhor momento. Especialmente para os segmentos relacionados à festa, como os que vendem artigos carnavalescos, como fantasias, adereços e tecidos; os de vestuário e calçados, abrangendo moda praia e esportiva; e os de beleza e acessórios; entre outros. No Carnaval, o comerciante carioca trabalha como nunca. E como sempre.
Os preparativos para aproveitar este período começam bem antes, com o planejamento dos estoques, o treinamento das equipes, a decoração das lojas, a criação de promoções e campanhas de marketing, incluindo ainda outros aspectos fundamentais para as estratégias de vendas.
Neste ano, em que a Riotur estima que, além dos desfiles das escolas de samba e eventos diversos, a cidade terá quase 500 blocos espalhados por todas as regiões e reunirá mais de 6 milhões de foliões no carnaval, que deverão movimentar a economia carioca em mais de R$ 5,7 bilhões, o lojista carioca está otimista e pronto para turbinar suas vendas. Aliás, otimismo e perseverança são os sentimentos que movem o comércio.
Nessa toada, o SindilojasRio e o CDLRio também não param, atuando para que as empresas lojistas alcancem seus objetivos, seja oferecendo serviços e produtos referenciados pelo setor, seja promovendo palestras e treinamentos, seja representando os interesses e direitos do comércio perante o poder público em busca de melhores condições para o exercício da atividade comercial – nesse contexto, leia-se: cobrando mais segurança e mais fiscalização para coibir a desordem urbana e o comércio ilegal.
Então, parafraseando a primeira canção carnavalesca brasileira, a famosa marcha-rancho “Ó Abre Alas!”, composta por Chiquinha Gonzaga, em 1899, e até hoje cantada pelos foliões de todo o Brasil, o comércio do Rio, que tanto trabalha para o Carnaval acontecer em sua máxima potência, também pede passagem:
“Ó abre alas! Que eu quero passar” – o comércio do Rio “é da lira”, não se pode negar; “Ó abre alas! Que eu quero passar” – O lojista do Rio “é que vai ganhar!”
Aldo Gonçalves é presidente do CDLRio e do SindilojasRio.
