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Rio de Janeiro em foco

O presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, recebeu, nesta quarta-feira, 9 de setembro, na sede do sindicato, o deputado federal Julio Lopes (PP) e o presidente do Sescon-RJ (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro) e da Associação Empresarial de Campo Grande (AECG Rio), Samir Nehme. O encontro teve como objetivo discutir pautas relacionadas ao comércio, ao ambiente de negócios e ao desenvolvimento econômico do estado.

Também participaram da reunião Pedro Rafael, sócio da PRMA Consultoria, vice-presidente da Federação Ibero-Americana de Jovens Empresários (FIJE) e membro do Conselho Diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ; e os gerentes do Núcleo Jurídico e de Tecnologia da Informação do SindilojasRio, Elizabeth Guimarães e Luiz Roif, respectivamente.

Durante o encontro, Aldo Gonçalves defendeu a união de esforços para a construção de um ambiente de negócios mais moderno, competitivo e favorável ao desenvolvimento, afirmando que o Rio de Janeiro precisa avançar na redução da burocracia, na segurança jurídica, na melhoria da infraestrutura e na criação de condições que estimulem a instalação e a permanência de empresas no estado.

Ele também defendeu a revitalização da indústria de transformação como um caminho fundamental para fortalecer a economia fluminense, ainda muito dependente das atividades relacionadas aos setores de óleo e gás e de serviços.

“O Rio de Janeiro vive um fenômeno de desindustrialização. Por questões como falta de segurança, instabilidade política, guerra fiscal e custo de produção elevado, o estado perdeu grandes indústrias para o interior de São Paulo, do Espírito Santo e do Sul do país”, afirmou Aldo.

A segurança pública, especialmente no Centro do Rio e em Campo Grande, regiões de grande importância econômica para a cidade, também foi discutida. Os impactos da falta de segurança sobre a circulação de consumidores, o funcionamento dos estabelecimentos, os investimentos e a manutenção de empresas e empregos, e, também, os altos custos dos lojistas com vigilância, equipamentos de proteção e seguros foram apresentados ao parlamentar.

Por sua vez, o deputado Julio Lopes destacou a importância do movimento para trazer ao Rio de Janeiro uma nova Bolsa de Valores. Segundo ele, a iniciativa tem potencial para ampliar o protagonismo econômico do estado, atrair empresas e investidores, gerar empregos qualificados e fortalecer setores como tecnologia, finanças, contabilidade, advocacia, consultoria e serviços especializados.

Ele também apresentou o projeto que institui o chamado “aluguel consignado”. A proposta, de sua autoria em conjunto com o deputado Paulo Abi-Ackel, já aprovada pela Câmara dos Deputados, está em análise no Senado.

O projeto permite que o pagamento de aluguéis residenciais e dos respectivos encargos seja realizado por meio de desconto direto na folha de pagamento ou no benefício do locatário. O valor comprometido deverá respeitar o limite de 30% da remuneração disponível de cada inquilino. A modalidade poderá atender trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas. A consignação funcionará como garantia da locação, podendo dispensar mecanismos tradicionais, como fiador ou depósito-caução. Além disso, a proposta admite que mais de um locatário participe da garantia, desde que seja respeitado o limite individual de comprometimento da renda.

A Reforma Tributária foi outro tema em foco. Os participantes ressaltaram que a implantação do IBS e da CBS exigirá planejamento, atualização tecnológica e preparação das empresas. As mudanças poderão produzir impactos na formação de preços, nas margens de lucro, no fluxo de caixa, nos contratos, na emissão de documentos fiscais e no aproveitamento de créditos tributários.

Foi destacada a necessidade de atenção especial às empresas optantes pelo Simples Nacional. Com o novo sistema, a escolha entre manter o recolhimento do IBS e da CBS dentro do DAS ou apurar esses tributos pelo regime regular poderá se transformar em uma decisão estratégica, especialmente para negócios que vendem para outras empresas e cujos clientes valorizam o recebimento de créditos tributários.

A reunião tratou ainda da necessidade de maior isonomia tributária entre o comércio eletrônico e o comércio físico. Os participantes discutiram medidas que podem equilibrar as condições de concorrência, considerando que os estabelecimentos físicos mantêm estruturas permanentes, geram empregos locais, investem em segurança, cumprem obrigações urbanas e ajudam a movimentar economicamente os bairros onde estão instalados.

No fim do encontro, Aldo Gonçalves entregou ao deputado federal Julio Lopes um documento com reivindicações e propostas do SindilojasRio e do CDLRio em defesa do comércio, reunindo medidas consideradas importantes para melhorar o ambiente empresarial, fortalecer a atividade econômica e contribuir para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.