No Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio, diversas ações chamaram a atenção para os graves danos à saúde causados pelo cigarro convencional e pelos cigarros eletrônicos (vapes). Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987, o Dia Mundial sem Tabaco visa à conscientização sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao consumo de produtos derivados do tabaco e da nicotina.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) coordenou campanhas em parceria com estados, municípios e instituições de ensino, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre os malefícios do tabagismo.
Entre outros pontos, as ações alertaram para os efeitos dos aditivos de sabor e aroma que tornam os produtos mais atrativos e aumentam ainda mais o risco de dependência. Além dos prejuízos aos pulmões, o tabagismo está associado a doenças cardiovasculares, diferentes tipos de câncer – sendo a causa de cerca de 20% de todos os diagnósticos da doença no país – e diversos outros problemas graves de saúde.
O tema também tem ganhado espaço dentro das empresas, que cada vez mais investem em iniciativas voltadas à qualidade de vida, ao bem-estar e à promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis.
Após décadas de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a subir em 2025. O percentual de adultos fumantes nas capitais saltou para 11,6% (alta de 25% em relação ao ano anterior). Esse aumento é atribuído, em parte, à popularização dos cigarros eletrônicos (vapes). O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes de 13 a 17 anos mais que dobrou, passando de 10,7% (em 2019) para alarmantes 24,7%. O tabagismo é responsável por aproximadamente 162 mil mortes anuais no país, o que representa cerca de 13% de todos os óbitos.
O impacto financeiro negativo também é enorme: R$ 153 bilhões por ano, divididos em R$ 67,2 bilhões de custos médicos diretos (equivalente a 7% de todo o gasto nacional com saúde) e R$ 86,3 bilhões de custos indiretos devido à perda de produtividade por morte prematura.
