No momento, você está visualizando Comércio espera a chegada do frio para esquentar as vendas

Comércio espera a chegada do frio para esquentar as vendas

Pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio, realizada com 250 empresários da capital fluminense, das regiões Centro, Norte e Oeste (60%) e Sul e Sudoeste (40%), estima que as vendas cresçam 2% em relação a 2025, caso as temperaturas caiam nos próximos meses. No ano passado, as vendas aumentaram 1,5% na comparação com 2024.

De acordo com as projeções da pesquisa, 75% dos lojistas entrevistados esperam vendas melhores, enquanto 25% acreditam que o volume será semelhante ao do ano passado. Além disso, 70% afirmam que a queda da temperatura influencia diretamente as vendas, e 65% dos consumidores devem buscar produtos como agasalhos, calças de moletom, jaquetas, roupas de couro, blusas e camisas de manga comprida, acessórios de uso pessoal, além de itens de beleza voltados à prevenção do ressecamento da pele e protetores solares adequados à estação, entre outros.

Com o clima mais ameno e eventuais quedas de temperatura ao longo do período, o comércio espera que o carioca vá às compras para renovar o guarda-roupa com peças típicas da estação.

Segundo Aldo Gonçalves, o inverno no Rio de Janeiro pode não ser tão rigoroso quanto em outras regiões do país. “Mas temos observado que, nos últimos anos, produtos como cachecóis, luvas, gorros e outros acessórios de inverno, além de edredons, colchas e cobertores, vêm registrando aumento nas vendas. Por isso, o comércio precisa ajustar o nível de estoque para evitar liquidações quando a temperatura voltar a subir. São recursos do capital de giro que não podem ser desperdiçados”, afirma o presidente do CDLRio e do SindilojasRio.

Aldo Gonçalves destaca ainda que o inverno funciona como uma preparação para o segundo semestre, período em que o comércio começa a se organizar para datas importantes como o Dia dos Pais, o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.

“Mesmo diante de uma conjuntura desafiadora, marcada pelos juros elevados e pelo alto nível de endividamento das famílias, a expectativa de crescimento de 2% demonstra um relativo otimismo do setor varejista”, conclui.