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Artigo | Copa do Mundo põe o Brasil na vitrine do mundo

A 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA, maior evento esportivo do planeta, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho e terá uma audiência prevista para alcançar seis bilhões de torcedores, algo 20% superior ao evento de 2022 no Catar, coloca o Brasil na vitrine do mundo.

A título de curiosidade, de ratificação da importância do futebol para o brasileiro e de como somos uma potência neste esporte, o Brasil é o único a ter participado de todas as Copas, tendo sido campeão em cinco delas: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, constituindo-se no maior vencedor.

A próxima edição, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, será histórica e espelhará o objetivo da FIFA de promover a inclusão desportiva e social através do futebol. Se de 1998 a 2022 participaram 32 países em cada e durava aproximadamente um mês, com 64 partidas no total, o formato atual terá a participação de 48 países e tempo maior de duração, 104 jogos em 16 cidades-sede.

O otimismo financeiro em torno da Copa é impressionante. Estimativas apontam para a injeção de US$ 41 bilhões na economia global, acarretando possivelmente na geração de 814 mil empregos. A FIFA estima faturar US$ 11 bilhões, cerca de 50% acima de 2022.

Para o evento mais assistido da história do mundo, por aqui se projeta que 77% dos consumidores deverão acompanhá-lo através da transmissão pela TV aberta (73%). Também se espera que a movimentação financeira comercial no varejo seja de R$ 8,8 bilhões.

A última pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) em parceria com o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) junto a 250 lojistas apurou que o comércio prevê aumento médio de 2,5% nas vendas frente ao evento anterior.

O levantamento revelou o ânimo moderado do varejo carioca em virtude do cenário de endividamento das famílias, dos juros elevados, junto com alguns efeitos da violência, fatores que representam freio para o consumo.

Por outro lado, evidentemente que a performance do comércio dependerá da evolução da nossa seleção ao longo da competição. Pesquisas indicam que 43% a 47% dos consumidores demonstraram interesse em aumentar despesas de acordo com os resultados do Brasil.

Além do sucesso desportivo dessa 23ª edição da Copa da FIFA, acreditamos que o comércio poderá ser um dos principais setores a ser beneficiado. Afora os segmentos de artigos esportivos, eletrônicos e o e-commerce, as vendas de supermercados e bebidas deverão crescer significativamente, denotando os reflexos da torcida com o avanço do futebol brasileiro nas etapas do torneio.

Em face disso, poderá haver um misto de sentimento de identidade e orgulho nacional; a disseminação social do uso de camisas amarelas ou azuis; confraternizações; aglomerações em bares, praias, entre outros lugares atrativos.

O que se pode ter certeza é que o país irá parar para assistir aos jogos do Brasil, enquanto o comércio continuará atuando para que os jogos possam se tornar mais emocionantes, despendendo todo tipo de esforço para atender clientes e satisfazer gostos e necessidades com a oferta de produtos, cumprindo da melhor maneira com seu papel numa ocasião tão especial.

Publicado no jornal Monitor Mercantil em 27 de maio de 2026.