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Artigo | Comércio: importância e escolhas no consumo

Destacando o seu papel na intermediação do acesso das famílias aos bens econômicos, desempenhando atividade central na economia, o comércio leva até o consumidor os bens e mercadorias produzidas pelos demais setores.

Com isso a receita operacional líquida do comércio ultrapassou R$ 7,7 trilhões em 2025 e pode crescer pouco mais de 1% no este ano. Segundo estimativas, o varejo participa com 41% do faturamento, o atacado com 49% e o comércio de veículos, peças e motocicletas, com 10%. Desse montante de vendas anuais em 2025, o comércio do Rio de Janeiro ficou com pouco mais de 6%, aproximadamente, algo em torno de R$ 462,5 bilhões.

As condições da economia fluminense demandam que os esforços dos empresários dos diversos ramos do comércio sejam recompensados em 2026, para que aconteça crescimento das vendas, considerando a conjuntura do endividamento acentuado das famílias, a cautela do consumo, o comportamento dos preços e as incertezas do cenário político interno e internacional.

Dos quase 48 milhões de empregados formais, mais de 10 milhões trabalham no comércio, o que se pode dizer que dois em cada dez trabalhadores com carteira assinada trabalham em lojas. Nesse contexto, se o país tem crescido através da evolução das atividades terciárias, as dos serviços, o comércio constitui-se na principal delas, agregando valor à produção por intermédio do uso cada vez maior de tecnologia e do fator humano.

No Rio de Janeiro as estatísticas também espelham a proporção da ocupação do Brasil. Dos mais de 3,85 milhões de empregados, 816,7 mil desempenham tarefas nos mais diferentes ramos comerciais. Isso equivale dizer que 21% dos fluminenses são comerciários, contingente expressivo e bastante representativo para o desenvolvimento do setor e da região.

Há que reconhecer as ondas de inovação para atender às preferências e mudanças de hábito e gosto dos consumidores. Com o advento da IA esse processo se insere no comércio evoluindo a gestão e a eficiência operacional, até alcançar a valorização do cliente no ato da venda. Nesse aspecto, observa-se a tendência de crescimento do comércio online, cada vez mais usual no gosto e na comodidade do consumidor na realização da compra.

A disputa entre o comércio físico local e o virtual na preferência pelo cliente exige de ambos adaptação ao que o mundo da tecnologia tende a oferecer tal às inovações, facilidades de compra e atrativos que as lojas virtuais colocam à disposição, influenciando-as nas aquisições.

Outra realidade é determinante: a pessoal e a da locomoção até o estabelecimento comercial. Neste caso, o contato pessoal com o vendedor e com o produto e as possibilidades de troca durante o ato da compra e a satisfação decorrente de instantes memoráveis podem fazer diferença para o consumidor no momento de escolha e decisão.

Aldo Gonçalves é presidente do CDLRio e do SindilojasRio e diretor da FecomércioRJ.