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Liquidação de inverno atrai consumidores para as compras

Com a chegada de dias com temperatura mais elevada, o comércio já iniciou a temporada de liquidações de inverno, com descontos que variam de 20% a 70% e devem durar até a chegada da próxima estação.

Estudo elaborado pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), junto a 200 comerciantes do ramo de vestuário, mostrou que o comércio espera vender até 1,5% a mais do que em 2025.

O que está surpreendendo os lojistas é que os consumidores também estão buscando produtos típicos do verão que não estão em liquidação, como sandálias rasteiras, blusas de alça e manga curta, calças de linho, bermudas e outros modelos.

Alguns fatores contribuem para isso. Segundo o IBGE, as vendas dos segmentos de tecidos, vestuário e calçados caíram 12,2% no acumulado dos últimos doze meses encerrados em maio no Rio de Janeiro, enquanto, no Brasil, a queda foi bem menor, de 0,5%. A retração das vendas no Rio de Janeiro puxou a média nacional para baixo, trazendo dificuldades para os comerciantes locais sustentarem seus negócios. Com isso, as estimativas para as liquidações pressupõem a recuperação das perdas, com a diminuição de eventuais prejuízos, a venda de produtos estocados e o aumento do capital.

A esse cenário somam-se os preços praticados pelos comerciantes, abaixo da média nacional. As roupas masculinas subiram 3,10% no país e, no Rio de Janeiro, bem menos: 2,43%. A queda mais acentuada ocorreu com as roupas femininas. Enquanto nas demais praças do Brasil a alta foi de 1,80%, por aqui registrou-se variação negativa de 0,92%.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, a conjuntura não se apresenta tão favorável porque as estatísticas dos ramos de vestuário, principalmente, mostram condições restritas diante da concorrência de artigos contrabandeados, camelôs e produtos de origem duvidosa. A essa situação somam-se taxas de juros exorbitantes, que fragilizam qualquer negócio no que diz respeito ao acesso ao crédito e aos compromissos futuros.

“Estamos vendo o atual momento e o futuro das liquidações como uma iniciativa corajosa e promissora do comércio para o enfrentamento da realidade, a fim de fazer caixa, desencalhar mercadorias, renovar estoques já de olho no último quadrimestre e, principalmente, atrair clientes ansiosos em fazer boas compras. Isso só tem sido possível porque o comerciante é resiliente por natureza, conseguindo superar os problemas que batem à sua porta diariamente”, conclui Aldo Gonçalves.